24 de setembro de 2009

Congadas Desenhantes no The Big Draw


O Projeto Congadas Desenhantes, vinculado ao NUPAV - DEART - UFU, participa do The Big Draw, evento realizado pelo The Campaign For Drawing no Reino Unido.
The Big Drawing é um evento que reune ações em Desenho realizadas em todo o mundo, durante o preríodo de 01 a 31 e outubro de 2009.

Congadas Desenhantes é uma ação que reunirá estudantes, artistas, comunidade em geral e outras Escolas de Artes (Este ano receberemos a visita de alunos do curso de Belas Artes da UFMG, coordenados pelas professoras Maria do Ceu Diel e Conceição Bicalho) para realizarmos desenhos durante a manifestação tradicional do Congado, entre 09 e 13 de outubro, em Uberlândia, Minas Gerais.


Para maiores informações:
(34) 91250405 . Coordenação Glayson Arcanjo

20 de agosto de 2009

Escolha do Cartaz Congadas Desenhantes 2009




Resultado da proposta para elaboração do Cartaz
1º - CARTAZ 06 (Márcio e Virginia)
2º - CARTAZ 04 (Angélica Beatriz)
3º - CARTAZ 05 (Rainer Petter)
4º - CARTAZ 01 (Maria Ignes)
5º - CARTAZ 03 (Andriele)
6º - CARTAZ 02 (Andriele)

Agradecemos a todos os participantes e as pessoas que votaram (ao todo foram 150 votos). Em setembro publicaremos o cartaz, a data para as incrições e as oficinas a serem realizadas.

17 de março de 2009

Catalogo "Expedições Congadas Desenhantes" 2008


Já saiu o catalogo do projeto "Expedições Congadas Desenhantes". Para adquirir o seu entre em contato (34) 91250405 ou congadasdesenhantes@hotmail.com

18 de outubro de 2008

Desenhamos! Texto de Alexandre Nazareno.


Desenhamos!

Com nossos lápis, canetas, pranchetas e desta forma, reverenciamos os que foram reverenciar.
Eles, que com seus tambores, cores, fitas e cantos iam um a um, aos pés da Santa para se ajoelhar.
Ajoelha Negro!
Santa, a do Rosário.
Ao seu lado, Benedito, o Santo Negro.
Negro, como seus filhos, que a seus pés também ajoelham e ele, do alto grita:
Levanta Negro!
E nós, lá, a desenhar!
Por entre o povo, por entre Congos, Moçambiques e Marinheiros, buscando detalhes que surgiam aos milhares, rostos, formas, gestos.
Como absorver tudo?
Como representar tudo? O sentimento?
A fé?
Fé!
Fé em Nossa Senhora, a do Rosário. Rosário como os que seus filhos carregam, benzidos e “firmados” nos terreiros de todos os Santos.
Nesta mistura de crenças, Santos e Orixás, desenhamos. E a eles, brancos, amarelos, negros, todos congadeiros, reverenciamos.

Congadas desenhantes.

Texto de Alexandre Nazareno, participante do projeto Congadas Desenhantes.

Domingo, 12 out 2008 (a noite) - Congadeiros Desenhantes na praça


Fotos Kárita Gonzaga para o projeto Congadas Desenhantes



Os irmãos Maikon e Michel do Terno Raizes desenhando com Glayson Arcanjo.

Claiton e os olhares atentos e curiosos das pessoas que visitavam a festa do congo no domingo a noite.

16 de outubro de 2008

Domingo, 12 Out 2008 (manhã) - Congadeiros Desenhantes nas ruas e entre os ternos de Congado de Uberlândia


Fotos Kárita Gonzaga para o projeto Congadas Desenhantes

Danilo vendo e desenhando os ternos descerem a R. Floriano.

Márcio


Saulo e Flávio

A super comentada gambiarra desenhante do Júlio.

Ana e Mônica, as canetinhas trabalharam...

Leonardo


Alexandre


Marcelo e Marta, desenhos a 4 mãos.


Na escada Ana Rita, Virgínia e Márcio, todos desenhando.
Na hora do almoço no terno Marinheirão, desenhos nas cabeças e nos papeis: vendo e se reconhecendo nos desenhos.

FOTO: Karyna

Sábado dia 11 e domingo as 06h da manhã - Marinheirão


Sábado a noite no Marinheirão. Letícia e meninos do Marinheiro desenhando com a gente.


Domingo de manha, iniciando o do dia fazendo desenhos.

11 de outubro de 2008

Que beleza!!!







Ubiratan e a bandeira do catupé

Luizão e Zé Pedro



Meninos do Marinheirão na Praça do Rosário.

9 de outubro de 2008

Kit Congada Desenhante

Dia 10 sexta-feira entregaremos para os participantes do projeto os Kits Congadas Desenhantes (com lápis, caneta hidrocor, borracha, prancheta, pochete e camiseta.
Local: UFU - Santa Monica, Bloco I, sala 28 (Artes Plásticas) as 19h. Favor não atrasar pois de lá (as 20h) iremos para a igreja N. Senhora do Rosário.

8 de outubro de 2008

Programação

Até o dia 11 de outubro.
Horário: 19h30
Novena com terços e, logo após, leilões de prendas e presença de grupos de congados, marujos, catupés e moçambiques
Local: Praça Rui Barbosa

Dia 10 de outubro: Congo Santa Ifigênia, Catupé e Moçambique Angola
Dia 10 de outubro: Último dia para visitar a exposição CONGADAS.
Dia 11 de outubro: Moçambique Raízes e Moçambique Pena Branca
Dia 11: Movimentação nos ternos: encontro e preparação para a festa do dia 12.

Dia 12 de outubro:
Alvoradas
Saídas dos quartéis para a praça
Desfile dos grupos de Congados, Marujos, Moçambiques e Catupés pela avenida Floriano Peixoto até a praça Rui Barbosa

Ordem do Desfile
Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário Marinheiro de São Benedito Congo Camisa Verde Congo Branco Congo Verde e Branco Congo Amarelo Ouro Congo de São Benedito Congo Santa Ifigênia Congo Cruzeiro do Sul Congo São Domingos Congo Prata Congo Rosário Santo Congo Sainha Catupé Azul e Rosa Catupé Catupé de Nossa Senhora do Rosário Marujos de Azul de Maio Moçambique Angola Moçambique Raízes Moçambique Guardiões de São Benedito Moçambique Estrela Guia Moçambique Pena Branca Moçambique Princesa Isabel Moçambique do Oriente Moçambique de Belém

10h: Levantamento dos mastros com as Imagens de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e apresentação de todos os grupos na porta da igreja
15h: Busca de Festeiros na rua Natal, 350, e avenida Mato Grosso, 735
17h30: Encontro dos Festeiros na praça Tubal Vilela
18h: Procissão com as Imagens de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, com a presença de todos os grupos tocando seus instrumentos e logo a seguir missa na porta da igreja, e troca de coroas para escolha dos festeiros do próximo ano

Dia 13 de outubro
Manhã livre
13h30: Visita a festeiros
19h30: Despedida na casa do Presidente
21h: Despedida na porta da igreja

(fonte: Site Prefeitura de Uberlândia)

7 de outubro de 2008

Salpiquemos a Diversidade!

Víamos Carybé, Oiticica, Carlinhos Ferreira, Thereza Portes, tambores pintados, colagens músicas e sonoras, mapas com fitas coloridas; salpicávamos a diversidade de pensamentos, de produções e de diferentes modos de envolvimento entre a arte e a vida, quando apontou lá dos fundos uma menina preta da pele branca (saudemos Jorge Ben!), que chegou chegando, sentou e falou também dessa diversidade. Mas Renata Meira, essa menina preta da pele branca, é capitã, e seu terno dançante quando sai às ruas olha e é olhado; dança e recebe dançadores; canta versos para outros e para ela outros tantos versos são feitos.
Nós, congadeiros desenhantes, fomos prontamente recebidos em seu quartel. Nós desenhadores - que estamos tentando aprender a olhar -, aprendemos com a capitã a brincar de trocar olhares e de sentir o próprio corpo pulsar e pisar com o pé de amassar o barro, de pisar o milho, de chocalhar as gungas. (Depois dessa, ai de quem não sentir pé vibrar, o chão tremer com os tambores do congo ou a energia das gungas e patangomas moçambiqueiras! Ai de quem não se emocionar com a puxada da viola ou do vai-e-volta do mar, que lembra-nos de casa, dos velhos amigos, da terra de origem, ou do mar e suas ondas trançadas nas coloridas fitas do marinheirão (saudade de ver seu Luizão “tocando o barco”). Essa preparação é porque vamos sair às ruas como um terno de desenhadores, de posse de pranchetas, pochetes repletas de lápis e canetas, e principalmente um olhar ávido e atento para peculiaridades, percepções, pulsões de corpos que vibram; olhar de emoção ao vermos as famílias se encontrarem nos ternos, escutarmos os versos já quase prontos, os últimos retoques nas fardas e enfim, os batidos dos tambores por toda a cidade.
Renata levou sua força, enfatizou a importância do sensorial, do olhar de cada um, do corpo em festa, das percepções e sensações pulsantes para que nós também percebêssemos a emoção posta pelos congadeiros, que surge imageticamente nos rostos de cada um, em suas feições, em seus movimentos, em sua vibração. Mas a força da capitã não é a força da dominação, pois ela sabe e vivencia que “a cultura no Brasil é carregada num contexto de dominação, violência e intolerância [e que] cabe a nós perceber, sem no entanto fortalecer esse aspecto”. E lembra que ao chegamos com as pranchetas e lápis, nós, que não queremos dominar, já estamos no lugar desse dominador, e que os congadeiros e tantos outros envolvidos na festa chegarão até nós e perguntarão “eu quero saber o que vocês nos dizem para que nós melhoremos”. .......
Há na “religião do congado” uma lógica que não é essa de que eu só posso ser católico, só posso ser umbandista, só posso ser espírita, e há outras que não cabe lógica - e que não sabemos como acontecem, mas que por algum motivo acabamos acreditando. Sei que uma vez Renata escutou assim: “eu não acredito, mas eu tenho que me defender!”. Não sei a capitã acredita ou desacredita, mas que ela se defende, disso bem eu sei! Tem alguns que não crêem, bem como há outros que acreditam nessas pessoas, na força em passar diariamente fazendo campanhas pelas cidades, andando quilômetros, rezando de casa em casa, arrecadando mantimentos em leilões que depois alimentarão milhares de outras pessoas. No congo ainda há a força da coletividade, dos ternos, da reunião do grupo e da família, do conjunto. Diante disso nós é que deveríamos perguntar a eles: queremos saber como podemos melhorar?

2 de outubro de 2008

Próxima Oficina 04/09 - Fique atento para o NOVO LOCAL, Sábado as 13h30

Próxima oficina - Sábado, 04/09/2008.
Fique atento para o LOCAL:
UFU Santa Mônica - BLOCO 3M (teatro) sala de expressão coorporal.
Horário:
13h30 as 14h30
Continuação da escolha dos ternos faltantes.
Conversas sobre os desenhos já realizados nas campanhas
e sobre a entrega do material e propostas para serem desenvolvidas nos dias 10, 11 e 12.
14h30 as 17h
Oficina Dançante com Profª. Renata Meira e Capitão José Pedro Simeão.
levar roupa leve.

Separação dos grupos desenhadores e seus ternos. Sábado, 27/09



Oficina com Alexandre França - Sábado, 27/09


27 de setembro de 2008

Anjos congadeiros (Texto de Glayson Arcanjo)


Anjo Congadeiro de Alexandre França. (Fotos: Kárita Gonzaga)

Alexandre era menino que via o congo passar, quando nem altura tinha para que seus olhos alcançassem as janelas de sua casa e pudessem observar o que acontecia do outro lado da rua. Do outro lado da rua ele avistava a igreja de Nossa Senhora do Rosário, de um azul que não se sabe bem qual era, mas que também não era a dessa cor que hoje está, e que disseram ser a primeira a cobrir as paredes de lá!

Quando era pequeno, do outro lado da rua dava para ver os congos passarem, mas antes de ver de fato, via-se ouvindo os sons,, e o que se ouvia também ressoava por toda cidade. No congo, de longe, já se escuta os apitos e tambores, as gungas e as patangomas.

Mas é preciso ver com os olhos o que se passa no congo: ver as pessoas e os instrumentos; ver os cetins, as fitas, as cores; ver que “as pessoas vão para a festa para serem vistas, para ficarem bonitas!”

Com o congo o menino trouxe as cores; rosa, rosário, azul.

Na irmandade dos homens de cor há de fato cores, cores e mais cores! E elas nos seduzem por seus contrastes e tonalidades e por seus agregados - que são os materiais utilizados artesanalmente - como brocados, lantejoulas, vidrilhos ou os de modo industrializado e que estão muito presentes hoje - como os bordados computadorizados, os óculos escuros, os cachos “canecalons”.

Congo das rendas, dos papéis de bala e bombom que brilham nas coroas. Congo contemporâneo, multimídia, interativo. Interessante e necessário conflito, afirmação e resistência de um povo cada vez mais vivo.

Alexandre trouxe consigo o anjo congadeiro, que alguém despercebido pensou até ser um santo! Mas o anjo, que marca e que fala das diversas Resistências, não entrou na igreja. Foi parar atrás dela, lá onde os congadeiros também param depois de passarem cantando, tocando e dançando na porta da Nossa Senhora do Rosário.

O lugar do anjo é lugar de descanso, de sentar no banco e arejar a cabeça, lugar para rever a família, para encontrar amigos e amores; para matar saudades e também paquerar.

Axé a todos esses anjos congadeiros!